SEJA UM BOM DISCIPULADOR E MENTOR APRENDENDO A CONFRONTAR EM AMOR
“... cada parte... ajuda as outras partes a crescerem...” – Efésios 4:16 NLT
CONQUISTE O DIREITO DE CONFRONTAR!!!
Quando confrontar alguém, seja específico e não generalize. Por exemplo, não diga: “Você sempre é grosseiro e rude”. Em vez disso, seja específico e diga: “Você foi muito ríspido com a Maria ontem”. Generalizações soam como um ataque voltado para quem a pessoa é, e não como uma crítica construtiva ao que a ela faz. Além disso, essas generalizações vagas não dão uma pista clara do que a pessoa a quem você deseja ensinar deveria fazer para crescer e mudar. Lembre-se de demonstrar empatia. Um mentor eficaz sempre tenta se colocar no lugar do aluno/discípulo. O romancista John Erskine observou: “Na verdade, não avançamos nem um passo até conseguirmos absorver totalmente o ponto de vista de alguém”. Garanta a eles que você é o seu advogado, e não um adversário, e que o seu único desejo é vê-los conquistar a vitória.
Por que as pessoas têm tanta dificuldade em aceitar e processar as críticas?
Porque ficam presas em uma sensação de vergonha que as leva de volta à sua infância. Lembram que nunca se sentiram valorizadas, pois se sentiam sempre criticadas e sempre lhes diziam o quanto elas eram inúteis e estúpidas, e agora instintivamente supervalorizam as críticas. Somente quando entender isso é que você conseguirá se aproximar dessas pessoas da maneira correta. Potencialize seus pontos fortes, seus dons e o seu caráter através do encorajamento. Conquiste o direito de confrontá-las. Certifique-se de encorajá-las 97 por cento do tempo, para que quando for hora de ser duro nos 3 por cento restantes, o seu amor e elogio serão dignos de crédito. Como uma pessoa pode saber que você está do lado dela se a única avaliação que você passa é negativa?
“... cada parte... ajuda as outras partes a crescerem...” – Efésios 4:16 NLT
ACEITE O FATO DE QUE SEM CONFRONTOS NÃO HÁ MUDANÇA, NÃO HÁ CRESCIMENTO
Nenhum de nós gosta de confrontar pessoas, mas às vezes isso precisa ser feito. Portanto, seja sincero e direto. Delicadeza não tem nada a ver com diplomacia ou tato, nem com usar eufemismos, muito menos com fazer rodeios ao falar na tentativa de “amaciar o golpe”. Não faça isso. Pese o que precisa ser dito de forma clara e depois coloque as cartas na mesa. Se você ama essas pessoas, coloque-se no nível delas! Mas, aceite um conselho: não use palavras do tipo “amor” e “transparência” para disfarçar uma atitude julgadora. As pessoas ouvem gritos, são trituradas e abusadas verbalmente em nome do amor. Não descarregue sua raiva em alguém em nome da sinceridade. Nenhum de nós está qualificado para confrontar o outro até termos examinado cuidadosamente os nossos motivos para fazer isso. Na verdade, tanto quanto nos for humanamente possível, devemos examinar cuidadosamente os motivos que rondam o nosso inconsciente. Você deve sempre confrontar com relutância, nunca impelido por um desejo irresistível. Deve confrontar diretamente, mas suavemente, e sempre com o desejo de produzir o melhor de Deus na vida daquela pessoa. É muito mais o estilo de Cristo confrontar alguém em meio a lágrimas do que com a voz alterada pela raiva. De qualquer forma, o ouvinte nunca deve ficar na dúvida quanto ao seu amor e aceitação. O amor verdadeiro diz: “Tenho algo a lhe dizer. Sei que não vai ser fácil para nenhum de nós, mas lhe respeito o suficiente para falar com você sem rodeiros. Eu me importo com você, estou comprometido com o nosso relacionamento, e quero que você seja uma pessoa cada vez melhor”.
APREENDENDO A CONFRONTAR EM AMOR
Um bom mentor encoraja em público e corrige em particular. Seu alvo deve ser ajudar e não ferir. Quando repreende alguém em público, você o humilha, destruindo sua autoestima. Mas quando você o elogia em público, aumenta sua autoestima, sua confiança e sua motivação. É claro que o seu louvor deve ser genuíno, e não apenas palavras vazias. Elogiando-o sincera e publicamente, você planta sementes de crescimento e grandeza no seu aprendiz. Um bom mentor também estabelece vínculos genuínos com pessoas e não com coisas. Devemos nos preocupar antes de tudo com as pessoas, com seus sentimentos e com o relacionamento, ao invés de nos concentramos demais nas regras, nas agendas, nas quotas, nas tarefas e nos resultados. Um bom mentor sempre coloca os relacionamentos adiante dessas questões. Em seu livro Mentoreamento: A Estratégia do Mestre, Ron Lee Davis escreve: “Meu pai era esse tipo de mentor, tanto em sua própria família quanto na igreja que pastoreou por vinte e cinco anos. Muitas vezes ouvi-o dizer: ‘O indivíduo sempre é mais importante que o problema’. Ele vivia esse princípio diariamente e o incutiu em minha vida. Hoje, tento transmiti-lo a outros’”. Deus chamou cada um de nós para correr a nossa carreira e completá-la com êxito. Ele também nos chamou para manter a tocha acesa e passá-la para o próximo corredor. Não se contente simplesmente em executar o trabalho, garanta que ele continuará sendo feito ensinando e treinando outra pessoa. Jesus, o mentor (o Mestre): disse: “...[Você] fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas...” (João 14:12). PALAVRAPARAHOJE